J. A. F.

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Baixíssimo, de mãos miudinhas, anda

Como um ventilador, sem ter descanso,

Seu pescoço magérrimo de ganso

Surge sempre roscofe na quitanda.

Para a tábua o mundo inteiro manda

Quando à goela lhe vem o ardor do ranço

Mas tem meiguices de carneiro manso,

E usa muito nos pés Sebo de Holanda.

Faz reportagens de valor enorme,

Quando a lua é minguante pouco dorme,

Há poucos dias, o Álvaro Monteiro

Lhe perguntou assim quase em segredo:

“Com que então, seu Totonho Figueiredo,

Seu maganão, V. é escopeteiro?!”