J. C.

By Emílio Nunes Correia de Meneses

E tão alto, tão magro, tão sem viço.

Que ninguém, pelas vilas ou cidades,

Mais que ele deve ser o D. Magriço,

O D. Magriço das ociosidades.

Não lhe provoco-os ódios, nem lhe atiço

O mau gênio por vis perversidades,

Porque ele é o puro, o impávido. o inteiriço.

Guarda noturno das celebridades.

Notívago por índole, por gosto,

Somente à noite dá sinais de vida,

Para andar e mentir sempre disposto.

No fundo é uma alma boa e agradecida.

Mas quando não mentir, torcendo o rosto,

Há de morrer de peta recolhida.