Já?... Sabemos que o Sr. Inspetor Geral das Obras Públicas pediu ao Sr. Ministro...
“Já!” Pergunta o Vovô. — Pergunto, “ainda?”
Ainda há quem gaste com tal monumento
De colunas, floresta que não finda,
Prática má de um teórico talento?
Que o erário público, afinal, prescinda
De gastar mais vintém nesse portento,
Piece-montée, de clara de ovo, linda
Batida a açúcar para casamento.
Gateau soberbo de confeitaria
Nele já se gastou, ninguém diria,
Uma fortuna, por capricho fútil.
Quando sobre ele, o meu olhar assesto
Vem-me à lembrança um certo manifesto:
Grande, enorme, solene, mas... inútil.