Jandir

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Meu neto, a infância é um botão de rosa

Que se esconde entre as folhas da roseira.

Numa linda manhã alvissareira

Embalada na brisa silenciosa.

Não o inquieta a abelha vaporosa,

Nem o zangão lhe dá fatal canseira...

Deixa-o ali estar a vida inteira,

A ave daninha, a mais ambiciosa.

Mas flor aberta à viva alacridade

Do céu azul, será a mocidade,

Cheia de seiva em dias de verão.

E quando desfolhada (Eu já to disse)

Será por certo o emblema da velhice,

No atro caminho da desilusão.