Jardim de rosas

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Atento, contemplei este jardim de rosas!

Mas, antes de morrer quem o plantou, não era

Ele tão belo assim! Nem mesmo a primavera

Lhe dava tanto orvalho em gotas luminosas!

E quem o plantaria? As mãos brancas, mimosas

De Hortência? As mãos de Antônia? A engraçada Valésia?

A encantadora Júlia? A Florença, que à espera

Do noivo sempre andou, nas praias silenciosas!

Quem o plantou morreu por uma tarde casta,

Como um lírio que, em seu perfume, a gente arrasta,

Arrasta um coração por mais emparedado...

E, se tão belo está, este jardim, agora,

Rega-o a linda Florença, entre os clarões da aurora,

Porque foi quem morreu no dia do noivado...