LAMENTO

By Delminda Silveira de Sousa

Quase ruínas!... Triste, silencioso

Templo que glória forte d’outros dias!

Flores, incenso, brilhos, harmonias,

O sonho foram dum porvir ditoso!

E quanta paz, e que sereno gozo

naquelas puras, simples alegrias!...

Quanta esperança e fé nas romarias

dos peregrinos do Ideal formoso!...

Oh! como é triste... Coração fechado,

Templo de Amor, agora abandonado

no silêncio das grandes soledades.

Romeiro do passado, à tua porta,

Venho chorar minha esperança morta,

Venho depor um ramo de saudades!