Libertas

By João da Cruz e Sousa

Em face da história, em face do direito,

Em face deste séc’lo que banha-se de luz,

Eu venho, recordando-vos o prólogo da cruz

Trazer-vos a odisseia qu’irrompe-me do peito.

É feita de sorrisos, de prantos de crianças,

De cânticos de amor, de brandas alvoradas,

De cousas alvo-azuis, de nuvens iriadas,

De pérolas de luz, de rubras esperanças.

É feita de perfumes e brandos magnetismos,

De raios de luar e cândidos lirismos,

De auroras, de harmonias, de sol e de poder!

É feita de justiça, virtude e consciência,

De sãs convicções na máxima eminência:

Chama-se liberdade e é filha do dever!