LXV

By Cláudio Manuel da Costa

Ingrata foste, Elisa; eu te condeno

A injusta sem-razão; foste tirana,

Em renderes, belíssima serrana,

A tua liberdade ao néscio Almeno.

Que achaste no seu rosto de sereno,

De belo, ou de gentil, para inumana

Trocares pela dele esta choupana,

Em que tinhas o abrigo mais ameno?

Que canto em teu louvor entoaria?

Que te podia dar o pastor pobre?

Que extremos, mais do que eu, por ti faria?

O meu rebanho estas montanhas cobre:

Eu os excedo a todos na harmonia;

Mas ah que ele é feliz! Isto lhe sobre