Mágoa!

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Mágoa! Equimose atroz! Quem nunca a teve?

E quem nunca a terá, na indefinida

Estrada tenebrosa desta vida,

Entretanto, tão célere e tão leve?

E por menor que seja, ou por mais leve,

Ela nos traz a alma sacudida

Desde a hora do berço à da partida

Onde, na morte, a nos seguir se atreve.

E até o meu filho, assim, tão pequenino,

Que não sabe o que seja um mau destino,

Se falasse, diria o que é a mágoa

Que eu sei que existe já, flagrantemente,

Da sua alma no espelho refulgente,

Nessa luz dos seus olhos rasos de água!