MALVISCO

By Delminda Silveira de Sousa

Linda, mimosa flor, que graça te circunda!

Tens uma bela infância e uma adolescência:

És, n’aurora, a criança, a imagem da inocência

És ao cair do dia, a virgem pudibunda.

Tuas pet’las abrindo à doce luz fecunda,

Das níveas conchas têm a cândida aparência,

Mas, aos beijos do sol, à tua florescência

Um rosado pudor suavemente inunda.

Se a tarde vem do Céu refrigerando ardores,

E, tintas de rubor encontra tuas flores.

Borrifa-lhes d’orvalho o seio tão febril.

Porém meu coração repleto de candura,

Abrindo ao sol de amor na Primavera pura

Atrauado morreu, ó minha flor gentil!