Marília

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Se as hortênsias falassem, se as hortênsias

Contar pudessem como se vestiram

De azul celeste, e como as resplandecências

Do sol nas suas ânforas caíram.

Se as hortênsias falassem, se as hortênsias

Dissessem tudo quanto são, e viram

Do céu na comunhão das florescências

Das quais os campos verdes se cobriram.

Se as hortênsias falassem, certamente,

Ó minha neta amada, alma inocente,

Saberíamos todos de que mundo.

Teriam vindo as cândidas pupilas,

Meigas, graciosas, doces e tranquilas

Dos teus olhos azuis, de olhar profundo!