MINHA ÁRVORE

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Olha: E um triângulo estéril de ínvia estrada!

Como que a erva tem dor... Roem-na amarguras

Talvez humanas, e entre rochas duras

Mostra ao Cosmos a face degradada!

Entre os pedrouços maus dessa morada

É que, às apalpadelas e às escuras,

Hão de encontrar as gerações futuras

Só, minha árvore humana desfolhada!

Mulher nenhuma afagará meu tronco!

Eu não me abalarei, nem mesmo ao ronco

Do furacão que, rábido, remoinha...

Folhas e frutos, sobre a terra ardente

Hão de encher outras árvores! Somente

Minha desgraça há de ficar sozinha!