Minh’alma

By Delminda Silveira de Sousa

Ao raiar da manhã serena e bela,

abre a cecém, do val’entre os verdores;

dão-lhe beijos do sol os esplendores,

à tarde vem beijá-la meiga estrela.

Traz-lhe o orvalho, que do Céu vem vê-la,

às pétalas gentis mais lindas cores;

envolve-se o ambiente em seus odores;

o beija-flor volita em torno dela...

Também minh’alma é flor, porém, pendida,

sem a luz, sem o ar, sem os carinhos,

sem os perfumes dúlcidos da vida!

— Rosa que abriste em meio dos espinhos —

pelas rajadas do tufão batida,

serás levada em doidos remoinhos!...