Morta!

By Delminda Silveira de Sousa

Entre flores a vi: mais branca estava

do que os lírios, — estátua peregrina —

era do Artista a inspiração divina

que a celeste Madona apresentava.

Noival grinalda a fronte lhe apertava,

virtude e amor a casta palma ensina

sob a mão que no peito se reclina,

qual flor sem vida que do hastil dobrava.

Era a noiva do Céu — pálida e bela,

entre as dobras da gaza vaporosa,

qual entre névoas matinais a estrela.

Ai! dizei-lhe o meu pranto; — sob a lousa,

rosas gentis, que fostes-vos com ela,

astros, no Céu, onde a su’alma pousa!