Morte d’Holofernes

By Delminda Silveira de Sousa

Toma Judith a veste preciosa,

o colo, os braços de rubis adorna,

grato perfume no cabelo entorna,

de penas cinge a fronte majestosa.

À tenda d’Holofernes, valerosa,

eis chega, quando aurora o Céu já orna;

desprende a doce voz, e escravo torna

o fero assírio, dos seus dons, formosa.

Após lauto banquete, adormecido

jaz o guerreiro. A bela, prosternada,

implora aos Céus valor ao braço ardido,

e do inimigo, alçando denodada

o mauro alfange sobre o chão luzido

faz tombar a cabeça ensanguentada!