N. R.

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Quando, na radiosíssima viagem,

Pela poeira telúrica passeia,

A íntima e própria ânsia afetiva ateia

Nos emocinalismos de um selvagem.

Olha-a do alto, invejosa, a Lua Cheia,

O milagre de luz de sua imagem

Deixa, como lembrança da passagem,

Uma sequência de astros sobre a areia.

Treme, no abalo inteiro dos neurônios,

O coração de todos os Petrônios,

Com as sístoles e as diástoles ansiosas,

Quando ela balbucia, de mansinho,

Como o cisne encantado do caminho,

A oração específica das rosas!