NA DESPEDIDA DA QUINTA DAS LAPAS

By Nicolau Tolentino de Almeida

N’esta quinta, onde mora a sã verdade,

A doce paz, a sólida alegria,

E aonde da suavíssima poesia

Vi correr outra vez doirada idade;

Um triste, que partiu para a cidade.

Chorando sobre as letras que escrevia.

No verde tronco de um cipreste abria

Este padrão da sua saudade:

“Enquanto, ó bom marquês, as musas belas

Vão porfiando a qual primeiro tome

De mirto e loiro para vós capelas;

“Este tronco, que o tempo não consome,

Irá erguendo às lúcidas estrelas

A minha gratidão, e o vosso nome.”