NA DESPEDIDA DE UM MINISTRO QUE PARTIA LEVANDO SEUS FILHOS

By Nicolau Tolentino de Almeida

A lei da pura amizade

Minhas lágrimas condena;

Quer que ceda a minha pena

A tua felicidade;

Vai, e enquanto a vil maldade,

E a intrigante cobiça,

A baixa inveja, a injustiça

Pesas na reta balança,

Conserva de mim lembrança,

Que é também fazer justiça.

E vós, lindos inocentes,

Que nessas tenras idades

Já sabeis mover saudades

Nos amigos, nos parentes;

Quando lhe virdes pendentes

As balanças da razão,

Ide enternecê-lo então

Com risos, com gestos novos;

Lembrar-lhe, que aqueles povos,

Como vós, seus filhos são.