Na ilha dos noivos
Amavam-se, através de uma existência radiosa,
Esses dois corações, firmes, ardentemente...
E, ei-los em pleno abril, na luz de luar e rosa
De um noivado... Porém, que destino inclemente!
Vinham de se casar. E que hora deliciosa
De perfumes e canção. Mas, o mar, num repente,
Começou a rugir com veemência raivosa...
E a lancha naufragou... E os noivos? Na torrente
Das ondas, sob um vento horrível, se afundaram.
Mas ainda lá está a encantadora ermida
Onde os dois, para o mundo, alegres se casaram.
E ainda lá está a ilha, aromada e florida,
De onde os dois para a vida eterna se evolaram,
E subiram do céu a estrada indefinida.