Nazarena

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Depois de fatigante caminhada

Hei de deitar-me à sombra de um cipreste.

Vestido como a noite então se veste,

Quando não brilha a lua imaculada.

De olhos sem luz e fronte congelada,

Hei de dormir nessa mansão agreste,

Como quem dorme na mansão celeste,

Lá nessa paz do azul, iluminada.

E quando isso acontecer, que estejas,

Tu, que tanto me queres e me beijas,

Que estejas junto ao derradeiro leito

Do teu avô, que morrerá contente,

Se lhe cruzares piedosamente

As suas mãos geladas sobre o peito.