NECESSIDADES FORÇOSAS DA NATUREZA HUMANA.

By Gregório de Matos Guerra

Descarto-me da tronga, que me chupa,

Corro por um conchego todo o mapa,

O ar da feia me arrebata a capa,

O gadanho da limpa até a garupa.

Busco uma Freira, que me desentupa

A via, que o desuso às vezes tapa,

Topo-a, topando-a todo o bolo rapa,

Que as cartas lhe dão sempre com chalupa.

Que hei de fazer, se sou de boa cepa,

E na hora de ver repleta a tripa,

Darei, por quem ma vaze toda Europa?

Amigo. quem se alimpa da carepa,

Ou sofre uma muchacha, que o dissipa,

Ou faz da sua mão sua cachopa.