Netos

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Quem há que tenha netos e não sinta

No peito, uns sentimentos de bondade,

Iguais aos que a nossa mocidade

Encheram de clarões de luz e tinta...

Nessa quadra feliz porém extinta,

Na nossa casa que felicidade!

Mas hoje é a mesma casa, na verdade:

Basta que tu consintas e eu consinta

Dos nossos netos toda a traquinagem...

Pois eles são a verdadeira imagem

Dos nossos filhos, pássaros divinos...

E assim iremos tendo a vida inteira

Cada vez mais alegre e alvissareira...

Ah! nós também já fomos pequeninos!...