Newton

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Já tive o estio dentro do meu peito

E todo ele era um lindo roseiral.

Vivia alegre e muito satisfeito

Sem os venenos trágicos do mal.

Dos rapazes eu era o mais eleito,

E o mais querido como o próprio sal.

Hoje, friorento, vivo no meu leito...

Ah! como a vida é toda original!

Mas não sinto pesar de haver perdido

O sol do estio: — Um outro sol me veio,

E mais outros virão, do florescido

Estio da tu’alma, em pleno eflúvio;

Dessa tu’alma que é o mais belo seio

Do Arco-Íris nas águas do dilúvio!...