No álbum de uma amiga
Si longe dos meus olhos quis o fado,
Amável Catarina, conduzir-te,
Uma flor de minh’alma, ao despedir-te,
Deixa que eu plante no teu seio amado;
Aceita-a e cultiva-a com cuidado...
De tu’alma no cofre da — Amizade,
Encerra a pura flor: — guarda a Saudade!
A gentil madressilva desfalece,
Murcha o lírio, desfolha-se a bonina,
Instantes vive a rosa peregrina,
Zomba o Norte da palma que floresce;
Acima destas flores, porém, vê-se
Divino lírio d’alma que perdura...
E da — Amizade — a flor singela e pura!