No alto

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Cheguei. Eis-me num astro. E vim para matar

Essa saudade, mãe, que em minh’alma deixaste!

Todo o meu coração, do dia em que voaste,

Guarda ainda o teu brando e soluçante olhar.

Cheguei. Como é sublime e claro este lugar

Que, entre festivos sóis, para sempre, buscaste!

Tiveste, enfim, da Fé o céu que procuraste.

Pudeste, enfim, de Deus no manto repousar.

De onde estou vejo a Terra. É uma pequena bola.

Um inseto talvez numa tulipa... E rola...

Lembra urna gota d’água. E pequenina, assim.

E a Terra me parece uma lágrima triste,

Solta no espaço, igual a que em minh’alma existe,

Para rolar também nesse espaço sem fim!