NO CAMPO

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Tarde. Um arroio canta pela umbrosa

Estrada; as águas límpidas alvejam

Como cristais. Aragem suspirosa

Agita os roseirais que ali vicejam.

No Alto, entretanto, os astros rumorejam

Um presságio de noute luminosa

E ei-la que assoma — a Louca tenebrosa,

Branca, emergindo às trevas que a negrejam.

Chora a corrente múrmura, e, à dolente

Unção da noute, as flores também choram

Num chuveiro de pétalas, nitente,

Pendem e caem — os roseirais descoram

E elas bóiam no pranto da corrente

Que as rosas, ao luar, chorando enfloram.