NO DIA EM QUE CHEGOU A NAU DOS QUINTOS
Se a larga popa trazes alastrada
C’os prenhes cofies de metal luzente.
Que importa, ó alta nau, se juntamente
Vens de pranto, e penhoras carregada?
Para ver tanta cara envergonhada,
E por no Limoeiro tanta gente.
Para isto sulcaste a gran corrente
Dos ventos, e das ondas respeitada?
Se alegras uma parte da cidade,
Ergues na outra um sórdido porteiro,
Vendendo trastes velhos por metade:
Traz bens e males teu fatal dinheiro:
Uma alta paz aos homens de verdade,
Um estupor a cada caloteiro.