No mesmo conforto

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Amem-se os corações. Encantadoramente

Vibrem sob um tendal de inefável conforto;

E subam no esplendor das estrelas do oriente.

Que orvalham toda fé ajoelhada num horto.

Amem-se os corações, que o eterno amor ardente

A todos, pela vida, abre o amaino de um porto

Onde a paz desenrola a flâmula esplendente.

Sem encontrar, sequer, um grão de areia morto.

E vivam, nessa paz, os corações humanos.

Esquecendo a miséria, os negros desenganos,

Onde a alma sem fé em si própria se encerra...

E o que ficar, que fique... Há de ficar, por certo,

A tristeza augural de algum inferno aberto:

Há de ficar na terra o que só for da terra!