NOIVADO

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Os namorados ternos suspiravam,

Quando há de ser o venturoso dia?!

Quando há de ser?! O noivo então dizia

E a noiva e ambos d’amores s’embriagavam.

E a mesma frase o noivo repetia;

Fora no campo pássaros trinavam,

Quando há de ser?! E os pássaros falavam;

Há de chegar, a brisa respondia.

Vinha rompendo a aurora majestosa,

Dos rouxinóis ao sonoroso harpejo

E a luz do sol vibrava esplendorosa.

Chegara enfim o dia desejado,

Ambos unidos, soluçara um beijo,

Era o supremo beijo de noivado!