NOME MALDITO

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Das trombetas proféticas o alarde

Falou-lhe, por seus onze augúrios certos:

— “É maldito o teu nome! E, aos céus abertos,

Não há divina proteção que o guarde!”

Dúvidas cruéis! Momentos cruéis! Incertos

E cruéis momentos! Ânsias cruéis! E, à tarde,

Saiu aos tombos, como um cão covarde

A percorrer desertos e desertos...

E, assombrado, com medo do Infinito,

Por toda a parte, onde, aos tropeços, ia,

Por toda a parte viu seu nome escrito!

Vieram-lhe as ânsias. Teve sede e fome...

E foi assim que ele morreu um dia

Amaldiçoado pelo próprio nome!