O aniversário de mamãe
Mamãezinha, trago flores
Para teus anos brindar:
No jardim dos meus amores
Nada melhor pude achar!
Havia lá borboletas,
E beija-flores dourados;
Mas tinham asas inquietas,
E fugiram para os prados!
Vi uma grande colmeia:
Quisera um favo de mel;
Mas, de abelhas toda cheia...
E abelha que é tão cruel!...
Nada! Nada! quero flores!
Não levarei borboletas,
Que, melhor, os meus amores,
Exprimem estas violetas!
Em vez dum favo de mel,
— O beijo de amor filial,
Duns lábios que não têm fel,
Duma alma pura e leal,
Aceita, mamãe querida!
Aceita-o, com as flores puras:
— Que eles encham tua vida
Das mais risonhas venturas!