O BUSTO DO CÉSAR . . . DE CAXANGÁ

By Emílio Nunes Correia de Meneses

Não consentimos que o escultor nos venha

Mostrar, em bronze, o malfadado busto

Do César de arraial, César da Penha,

Que anda a fingir de poderoso e justo.

O artista está a pensar que o santo e a senha

Nos há de dar o César, que hoje, a custo,

Suporta da Opinião o relho e a lenha,

Que não é Caio e nada tem de Augusto.

O soneto de bronze do Solfieri

A que a “Gazeta” alude em tom faceto,

Abona o poeta sem que o riso gere.

Mas ao Dantas, nem busto, nem soneto!

Busteá-lo ou sonetá-lo a alma nos fere:

César, é César, Dantas é... Barreto!