O chalé

By João da Cruz e Sousa

É um chalé luzido e aristocrático,

De fulgurantes, ricos arabescos,

Janelas livres para os ares frescos,

Galante, raro, encantador, simpático.

O sol que vibra em rubro tom prismático,

No resplendor dos luxos principescos,

Dá-lhe uns alegres tiques romanescos,

Um colorido ideal silforimático.

Há um jardim de rosas singulares,

Lírios joviais e rosas não vulgares,

Brancas e azuis e roxas purpúreas.

E a luz do luar caindo em brilhos vagos,

Na placidez de adormecidos lagos

Abre esquisitas radiações sulfúreas.