O DETRATOR E O DUELO
De escrutador
Da vida alheia
Virosa língua
Não se refreia.
Fere o melindre
Do varão justo
Para fruir
Prazer injusto.
Este exaspera-se,
E com razão
Defende a própria
Reputação.
Aos brios do homem
Dirige o apelo,
Atira a luva
Para o duelo.
O vil conserva-se
Tranquilo e calmo,
Sabe o terreno
Palmo por palmo.
Dos desafios
É lei dever
O apelado
Arma escolher.
Deste preceito
Não houve míngua;
O detrator
Escolhe a língua.