O DETRATOR E O DUELO

By José Joaquim Correia de Almeida

De escrutador

Da vida alheia

Virosa língua

Não se refreia.

Fere o melindre

Do varão justo

Para fruir

Prazer injusto.

Este exaspera-se,

E com razão

Defende a própria

Reputação.

Aos brios do homem

Dirige o apelo,

Atira a luva

Para o duelo.

O vil conserva-se

Tranquilo e calmo,

Sabe o terreno

Palmo por palmo.

Dos desafios

É lei dever

O apelado

Arma escolher.

Deste preceito

Não houve míngua;

O detrator

Escolhe a língua.