O FUROR CIUMENTO

By Laurindo José da Silva Rabelo

Da mãe, que pelo amante empunha o ferro

Para cravar nos filhos, pede o fogo,

Que em teus olhos dardeja o sol dos trópicos;

A clave do gemido brasileiro

Pede a prece da filha

Que os filhos recomenda ao amor paterno;

Norma de Norma, chega!

Já a língua de Euterpe é língua tua!

Chegaste!... dos desgostos pela senda,

Arrastada por destra misteriosa,

Que dest’arte guiou-te ao ignoto alcáçar

Recebe, pois, um ósculo da Poesia,

Que Música e Poesia

Irmãs nos louros, beijam-se na floria.

Sus, Rainha do Canto, o cetro empunha!

Reina, que, se não reinas

No mundo d’harmonia,

Reinar não pode a cena brasileira.