O FUROR CIUMENTO
Da mãe, que pelo amante empunha o ferro
Para cravar nos filhos, pede o fogo,
Que em teus olhos dardeja o sol dos trópicos;
A clave do gemido brasileiro
Pede a prece da filha
Que os filhos recomenda ao amor paterno;
Norma de Norma, chega!
Já a língua de Euterpe é língua tua!
Chegaste!... dos desgostos pela senda,
Arrastada por destra misteriosa,
Que dest’arte guiou-te ao ignoto alcáçar
Recebe, pois, um ósculo da Poesia,
Que Música e Poesia
Irmãs nos louros, beijam-se na floria.
Sus, Rainha do Canto, o cetro empunha!
Reina, que, se não reinas
No mundo d’harmonia,
Reinar não pode a cena brasileira.