O primeiro segredo
Saudoso, vim te ver e de novo gozar
Os aromas sutis dos teus seios morenos:
E ouvir, neste casebre, aqui, à beira-mar,
Da tua boca fresca os suavíssimos trenos.
Nas léguas de distância, eu me punha a cismar,
No entanto desta praia e nos dias amenos
Que passei, minha prenda, à luz do teu olhar,
Tão bela como a luz dos páramos serenos.
E o teu casebre é o mesmo, ainda todo aromado
De floridos rosais na curva do telhado;
E canta-lhe o canário à sombra do arvoredo.
Que ninho, o teu casebre, onde nos encontramos
Pela primeira vez e felizes sonhamos,
Junto do altar em flor do primeiro segredo!