O. XAVIER

By Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos

Quando Olívia aparece o orbe se acende

Todo, num brilho intenso e policromo,

E o tépido ar ambiente arde e recende

A nardo, a incenso, a mirra e a cinamono!

Descem do Olimpo os deuses para vê-la;

O sol canta-lhe esplêndida, ígnea, loa;

Um anjo rindo assoma em cada estrela

E êneo timbale célico reboa.

Depois da festa do Éter, do áureo bando

Dos astros a correr no espaço infindo:

Na terra, asas batendo... aves cantando...

Urnas de aroma, flóreas, se partindo!...

Mãos de róseo veludo e unhas de opala

Sacudindo-lhe pétalas em cima...

— E os poetas, ajoelhados, a incensá-la

Com os doirados turíbulos da Rima!