Ocasos

By João da Cruz e Sousa

Morrem no Azul saudades infinitas

Mistérios e segredos inefáveis...

Ah! Vagas ilusões imponderáveis,

Esperanças acerbas e benditas.

Ânsias das horas místicas e aflitas,

De horas amargas das intermináveis

Cogitações e agruras insondáveis

De febres tredas, trágicas, malditas.

Cogitações de horas de assombro e espanto

Quando das almas num relevo santo

Fulgem de outrora os sonhos apagados.

E os braços brancos e tentaculosos

Da Morte, frios, álgidos, nervosos,

Abrem-se pare mim torporizados.