ODE

By Laurindo José da Silva Rabelo

Tem um destino o gênio

Só é livre na terra o que é pequeno;

É fatal o sublime,

Que o sublime é de Deus e não do mundo.

Olhos gravados nos fanais brilhantes

De ridente futuro,

Embora desejo incendiado

Aos hinos o arremesse,

Que retumbas nas mesas opulentas

De altivos Baltasares,

De rojo contra as urzes da desgraça

Há de cair o Gênio;

De rojo há de ir por elas,

Arrastado por destra misteriosa,

Que dest’arte o remonta a ignoto alcáçar.