Os cômoros

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Vejo, seguidamente, esplêndidas paisagens

De praias, onde o vento antífonas entoa...

E, num leve baloiço, ao léu, numa canoa,

Abro o peito e os pulmões ao frescor das aragens.

Pelas manhãs de maio alegram-se as viagens,

Quer haja luz fremente ou poeira garoa.

Florescem de cristal as praias da Lagoa,

E elas me dão à vida as mais ricas miragens.

Minha alma, por ali, de alvíssaras se alaga;

Reclina-se no leito amoroso da vaga,

Sentindo-lhe de perto o calor dos enleios...

E os cômoros que o vento eternamente abala.

Esses seios de praias, alvíssimos, de opala,

Esses seios me dão saudades dos teus seios...