Os olhos azuis de Edite
Os olhos azuis de Edite
— Duas estrelas mimosas —
Têm a doce transparência
das mansas águas saudosas.
São meigos, lindos, brilhantes
Como os de um anjo de Deus!
— fazem o encanto da terra,
— e são o encanto dos Céus!
Os olhos azuis de Edite
têm mais celeste matiz
do que as turquesas mimosas,
que os miosótis gentis.
Oh! querubim gracioso,
Sob estes lindos cabelos,
como brilham mais formosos
Teus meigos olhos tão belos!
Quando esta face — mimosa
como a açucena só é,
enflora meigo sorriso,
minh’alma o Céu entrevê.
Leve azul da madrugada
espelhado em quedo mar,
gêmeas estrelas mimosas
na esfera brilhante à par;
Não tem mais doce poesia,
nem mais me encantam a existência,
que ver no azul de teus olhos
brilhar a tua inocência.
Se pode haver Céu na terra,
aonde a ventura habite,
será o lar venturoso
onde tu vivas, Edite!