Página antiga

By Juvêncio de Araújo Figueredo

A Maria da Praia humildemente vive

Ainda no engenho, ao pé daqueles dois outeiros.

Ontem, pela manhã, no velho engenho estive,

Em companhia de uns saudosos marinheiros.

Não há no sítio quem com mais graça cative

Os nossos corações! Ainda são tão brejeiros

Os seus olhos azuis! E eu com ela entretive

Longas recordações do amaino dos salgueiros.

A Maria da Praia é cada vez mais moça...

E ao recordar-se bem dos fandangos na roça,

Muito falou em ti, desse tempo querido...

E os seus olhos então ficaram rasos de água...

É que nunca esqueceu a desolante mágoa

Do seu amor por ti jamais correspondido.