Páginas de Boêmia – XVII Soneto a lápis

By Múcio Scevola Lopes Teixeira

Foste o sonho de um magro amanuense,

Que morreu de tubérculos, há um ano

Que amor faminto, impetuoso, insano,

O que inspiraste ao moço fluminense!

Sei também de um rapaz rio-grandense,

Que imaginava — em noites de minuano —

Levar-te, sobre as ancas d’um tobiano,

Dos Pampas n’amplidão que o Saara vence.

Muito senhor de engenho suspirava

Pensando em ti, nas sestas do verão,

Sobre a rede embalada pela escrava...

No entanto, Iaiá, — teu coração

Por um triste rondante palpitava...

Nas delícias da — nova sensação!...