Páginas de Boêmia – XVII Soneto a lápis
Foste o sonho de um magro amanuense,
Que morreu de tubérculos, há um ano
Que amor faminto, impetuoso, insano,
O que inspiraste ao moço fluminense!
Sei também de um rapaz rio-grandense,
Que imaginava — em noites de minuano —
Levar-te, sobre as ancas d’um tobiano,
Dos Pampas n’amplidão que o Saara vence.
Muito senhor de engenho suspirava
Pensando em ti, nas sestas do verão,
Sobre a rede embalada pela escrava...
No entanto, Iaiá, — teu coração
Por um triste rondante palpitava...
Nas delícias da — nova sensação!...