Páginas de Boêmia – XX Adeus à musa
Ó Musa! eu já não sou aquele moço triste,
Cheio de fantasias,
Que tantas vezes viste
Pálido como a luz do descambar dos dias...
Já em mim não existe
Nem um traço sequer das tais melancolias,
Que emprestavam-me outr’ora, em noites de utopias,
Os ares de um antiste!...
Dei de mão para sempre ao meu romanticismo,
Aos tédios ideais
E às dormentes paixões, opiadas de lirismo...
Juntei uns capitais,
Estudo Augusto Comte, amo o Positivismo
E não te quero mais.