PANTEÃO DOS SATRAPINHAS

By Emílio Nunes Correia de Meneses

Curitiba — Um de março — Nota urgente.

Panteão dos Satrapinhas. Eu proíbo

Esse deboche tão irreverente,

De me chamarem lá, chefe da tribo.

Cá por mim eu nem era presidente;

Mas o Vicente segurou no estribo,

Então montei, mas não estou contente.

E entrego esta quitanda sem recibo.

Não gosto dessa história de retrato,

Este pensar, já sabem, vem de longe,

Sou inimigo de todo o espalhafato.

Quero ao Bormann passar, que é o nosso Cronge,

As rédeas do governo, e desbarato.

— Doutor Xavier da Silva, vulgo Monge.