Para o mesmo chão
Lágrimas há, profundamente amaras,
Vindas dos mais recônditos arcanos,
Dos miseráveis corações humanos;
Das almas para todo o sempre avaras...
Outras lágrimas há, doces e claras,
Sem anseios letais, sem desenganos,
Sem soluços cruéis, tredos, insanos: —
Lágrimas raras, neste mundo raras...
Amarguradas lágrimas choramos,
Nós que com ansiedade nos amamos...
Mas não sei explicar porque razão.
Bem como as nossas lágrimas, sentidas,
As miseráveis lágrimas mentidas
Rolam, convulsas, para o mesmo chão!