PARTINDO PARA SALVATERRA D. DIOGO DE NORONHA, DEPOIS CONDE DE VILA-VERDE
Enquanto sobre o Tejo prateado —
Te enfuna fresco vento os soltos panos,
E vás ser dos amáveis soberanos.
Com grato acolhimento agasalhado:
Enquanto corres, de espingarda armado,
Da fria Salvaterra os campos planos,
Eu cá fico entre os dois Quintilianos,
Livrinhos a que vivo condenado.
Se no meio de imagens de alegria
Lembrar d’um triste mestre a história crua,
Que já co’as tais crianças se agonia;
Faze, ilustre senhor, por vida tua,
Que ele possa, com muita cortesia,
Pela última vez pô-los na rua.