PARTINDO PARA SALVATERRA D. DIOGO DE NORONHA, DEPOIS CONDE DE VILA-VERDE

By Nicolau Tolentino de Almeida

Enquanto sobre o Tejo prateado —

Te enfuna fresco vento os soltos panos,

E vás ser dos amáveis soberanos.

Com grato acolhimento agasalhado:

Enquanto corres, de espingarda armado,

Da fria Salvaterra os campos planos,

Eu cá fico entre os dois Quintilianos,

Livrinhos a que vivo condenado.

Se no meio de imagens de alegria

Lembrar d’um triste mestre a história crua,

Que já co’as tais crianças se agonia;

Faze, ilustre senhor, por vida tua,

Que ele possa, com muita cortesia,

Pela última vez pô-los na rua.