Paulo

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Paulo, na flórea estrada de Damasco

Foi convertido ao amor do Nazareno.

Deixou, portanto, deste mundo o asco,

Extinguindo-lhe todo o atroz veneno...

Pedro limpava, nessa tarde, o casco

Do seu barco que para o mar, sereno

Iria. E Paulo amou-o, do penhasco,

Da altura excelsa de um clarão ameno.

E se a nascer chegasse o nosso filho,

O meu amor, que misterioso brilho

Nos seus lábios dulcíssimos traria...

Talvez, amor, dentro de poucos anos,

Morressem para sempre os desenganos...

E o que o mundo na fé então seria?...