PEDE O POETA NESTA OBRA CONTA DO SEU PROCEDER À SUAS IRMÃAS EUGENIA E MACOTTA.
Eugênia, convosco falo,
e com Macota também,
dai-me novas de Babu,
se acaso dela sabeis.
Que me dizem, que esta noise
a bruxa se foi meter
e ninguém a viu em casa
até que amanheceu.
Dizei-me, se está arranhada,
porque se está, sinal é,
que andou por barro de folha
Carmo aquém, e Carmo além.
Eu não sinto estas mudanças,
e só me queixo, de que
correndo a cidade toda
não chegasse a esse vergel.
Porque pudera eu sair,
e acompanhá-la também
por todo esse lararipe
e embruxar toda a mulher.
A minha fora a primeira,
e morrendo de uma vez
casar-me-ia com Babu,
para ter cunhadas três.
Qualquer delas me fizera
mil regalos, mil mercês,
e engordando como um Conde
levará vida de rei.
Mas ela me tem tal ódio,
que fugirá té de ser
madrasta do Gonçalinho,
que é lindo enteado à fé.
Vós Eugênia, e vós Macota,
vigiai-me essa Mulher,
que é bruxa, e tem-se embruxado
desde a cabeça até os pés.
Porque ou há de resolver-se
a querer, que a queira eu,
ou lhe hei de tirar o sangue,
e o fadário há de perder.
Não quero, que seja a bruxa,
ou hei de sê-lo também
para acompanhar de noite,
e de dia a recolher.
Aliás hei de acusá-la
a seu Pai, quando vier,
porque se em prisões me mata,
em prisões morra também.