Presos...

By Juvêncio de Araújo Figueredo

Iremos sempre assim, mãos unidas, seguras,

De maneira que a fé jamais; jamais se acabe,

Mesmo que sobre nós a distância desabe

Muitos dias sem sol, muitas noites escuras.

Os olhares abrindo à atração das alturas,

Que prendem os corações, em forma de arrecabe,

Todo o teu coração profundamente sabe;

E o meu próprio, também, como as tristes criaturas

Vivem no turbilhão dos atros sofrimentos,

No redomoinhar de formidáveis ventos

Que são, às vezes, gelo, e àz vezes, fogo acesso...

Mas iremos por essa Estrada do Destino,

Que prende o mundo ao céu mais alto e cristalino;

Irás presa à minha alma; e eu à tua alma preso.